"Na medida em que
avançava a leitura me surpreendia mais com as histórias do Amazonas, estado esse
que eu conhecia tão pouco. Marli foi excepcional em seu estudo para a conclusão
desse livro, não foi uma leitura qualquer de ficção, foi de ensinamento sobre a
cultura do Amazonas."- escreveu a leitora Janna do blog: Livros Pura Diversão
sábado, 2 de junho de 2012
O QUE ANDAM FALANDO POR AÍ....
quinta-feira, 31 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Resultado do sorteio em parceria com a Martin Claret.
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Srta
Veríssimo3 de maio de 2012 10:11
Participando!!
ResponderExcluirsexta-feira, 25 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Resenha: Crônica de uma morte anunciada.
GABRIEL García Márquez para alguns, Gabito para outros. O
autor colombiano fabulosamente magnífico!
Publicado em 1981, o
livro tem uma narrativa jornalística.
Eis o primeiro parágrafo para degustação: "No dia em que iam matá-lo, Santiago
Nasar levantou-se às 5:30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo.
Tinha sonhado que atravessava uma mata de figueiras-bravas, onde caía uma chuva
miúda e branda, e por instantes foi feliz No sono, mas ao acordar sentiu-se
todo borrado de caca de pássaros. ''Sonhava sempre com árvores'', disse-me a
mãe, Plácida Linero, recordando 27 anos depois os pormenores daquela
segunda-feira ingrata. ''Na semana anterior tinha sonhado que ia sozinho num
avião de papel de estanho que voava sem tropeçar por entre as amendoeiras'',
disse-me. Tinha uma reputação bastante bem ganha de intérprete certeira dos
sonhos alheios, desde que lhos contassem em jejum, mas não descobrira qualquer
augúrio aziago nesses dois sonhos do filho, nem nos restantes sonhos com
árvores que ele lhe contara nas manhãs que precederam sua morte".
Crônica de uma morte anunciada narra a história do
assassinato de Santiago Nasar e todas as minúcias desse dia que ficou
registrado na memória das pessoas que viviam na pequena cidade. Ângela Vicário,
menina nascida e criada ali na cidade, tem casamento marcado com Bayardo San Román,
um forasteiro misterioso que acaba conquistando a simpatia de alguns e
comprando a de outros. Mas, o que Bayardo não esperava é que Ângela não era tão
“pura” como ele imaginava e na noite de núpcias a devolve para seus pais! Ela
leva uma surra e ao ser questionada sobre quem a desonrou, diz o nome: Santiago
Nasar- decretando assim a morte anunciada do pobre rapaz.
Os Gêmeos- irmãos de Ângela – anunciam, para quem quiser
ouvir, que estão amolando as facas para matar Santiago Nasar, mas como eles
sempre foram bons rapazes, quase ninguém
acredita, e os poucos que resolvem preocupar-se com tal comentário dos gêmeos,
não são levados a sério.
A questão é: - Por
que Ângela Vicário falou o nome de Santiago Nasar? Ele realmente a desonrou?
Leia: Crônica de uma morte anunciada-
uma história muito bem escrita, Gabriel sabe como usar as palavras!
Marli Carmen
domingo, 20 de maio de 2012
Manhã de autógrafo do escritor Maicon Tenfen.
Queridos amigos, estive em Blumenau ( S.C.) para prestigiar o escritor Maicon Tenfen, (meu professor de Literatura Brasileira) na manhã de autógrafos do seu novo livro de crônicas: Ler é uma Droga.
Compareci ao evento acompanhada da minha amiga Cleide do blog: http://palavrasaventureiras.blogspot.com.br/
Sinopse: Às vezes, a leitura pode ser um poderoso obstáculo ao acúmulo de riquezas materiais. Quem lê fica mais politizado, é fato, fica mais consciente do seu papel na sociedade. Em compensação, começa a valorizar aspectos da vida que jamais passariam pela cabeça de um sujeito puramente preocupado em adquirir um carro do ano e um apartamento na praia. Ler é bom, mas também é ruim; é libertação, mas também é o canto escuro do calabouço; é a conquista da verdade, mas quase sempre de uma verdade dura que, em vez de consolo, traz mais inquietude para as nossas vidas. Ler é uma droga, pronto. Um prazeroso vício que nos rouba tempo e sossego, que pode nos jogar na sarjeta, no fundo do poço. Tá a fim?
Vou colocar aqui uma das crônicas que há no livro:
Compareci ao evento acompanhada da minha amiga Cleide do blog: http://palavrasaventureiras.blogspot.com.br/
Maicon Tenfen e Marli Carmen
Sinopse: Às vezes, a leitura pode ser um poderoso obstáculo ao acúmulo de riquezas materiais. Quem lê fica mais politizado, é fato, fica mais consciente do seu papel na sociedade. Em compensação, começa a valorizar aspectos da vida que jamais passariam pela cabeça de um sujeito puramente preocupado em adquirir um carro do ano e um apartamento na praia. Ler é bom, mas também é ruim; é libertação, mas também é o canto escuro do calabouço; é a conquista da verdade, mas quase sempre de uma verdade dura que, em vez de consolo, traz mais inquietude para as nossas vidas. Ler é uma droga, pronto. Um prazeroso vício que nos rouba tempo e sossego, que pode nos jogar na sarjeta, no fundo do poço. Tá a fim?
Maicon Tenfen e Cleide Pisetta
Vou colocar aqui uma das crônicas que há no livro:
LER DÁ LUCRO?
Ler é uma atividade necessariamente ligada à ascensão social? Óbvio que não. Aliás, este é um dos grandes mitos semeados nas entrelinhas das campanhas institucionais que promovem o hábito da leitura. Calma lá!, dirão vocês. Muitas pessoas bem sucedidas em termos de finanças são apegadas aos livros e à reflexão. Certo, respondo eu. Mas muitas outras, a maioria, não são. Olhem ao redor. Ricos ignorantes e orgulhosos dos próprios preconceitos é que não faltam por aí.
Às vezes, tenho impressão de que a leitura pode ser um poderoso obstáculo ao acúmulo de riquezas materiais. Quem lê fica mais politizado, é fato, fica mais consciente do seu papel na sociedade. Em compensação, começa a valorizar aspectos da vida que jamais passariam pela cabeça de um sujeito puramente preocupado em adquirir um carro do ano e um apartamento na praia.
Como já escrevi em outras ocasiões, ler é bom, mas também é ruim; é libertação, mas também é o canto escuro do calabouço; é a conquista da verdade, mas quase sempre de uma verdade dura que, em vez de consolo, traz mais inquietude para as nossas vidas.
Ler é uma droga, pronto, falei de novo, um prazeroso vício que nos rouba tempo e sossego, que pode nos jogar na sarjeta, no fundo do poço. Tá a fim? Então venha, sou um traficante camarada, nada cobro e nada exijo das minhas vítimas. Mas aviso que essa viagem não tem volta. Prepare-se para entregar a alma. É o mínimo que os livros, se lidos corretamente, exigirão de você.
Bem, até aqui fui filosófico. Chegou a hora do pragmatismo. Existem CASOS ESPECÍFICOS em que conhecer livros significa, sim, ganhar dinheiro. Conto uma historinha para exemplificar. Faz uns dez anos, um vendedor de bugigangas do Rio de Janeiro comprou de uma velhinha, pela bagatela de 50 centavos, um livrinho todo antigo e rasurado.
O vendedor já havia se arrependido – quem ia querer comprar um livro, ainda mais velho daquele jeito? – quando revendeu a mercadoria a um professor de português. O preço foi 1 real. O dobro, certo? Certo, mas qual não foi a surpresa do negociante ao saber que, no dia seguinte, o professor comercializou o mesmo livrinho por 2 mil reais!?
Como explicar o fenômeno? Simples: o livro se chamava A Cinza das Horas, era um raríssimo exemplar da primeira edição do primeiro título de Manuel Bandeira, um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Repito que ler não dá lucro, mas conhecer os clássicos pode nos impedir de perder dinheiro, e muito.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
RESENHA: Nietzsche- para estressados
Olá, queridos!
Hoje trago uma resenha, de um livro, em parceria com a Editora Sextante.
Hoje trago uma resenha, de um livro, em parceria com a Editora Sextante.
Nietzsche- para
estressados
Autoria: Allan Percy
Páginas: 112
Editora: Sextante
ISBN: 9788575426432
Sinopse:
“Nietzsche para Estressados: 99 Doses de Filosofia para Despertar a Mente e Combater as Preocupações é um manual inteligente e estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. A sabedoria de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado por Allan Percy para nos auxiliar nos momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para quem procura inspiração no pensamento filosófico mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje.
Cada capítulo é iniciado por um aforismo do mestre, seguido de uma interpretação atual. Muitas vezes, sua sabedoria é associada às ideias de outros autores renomados, enriquecendo ainda mais o assunto.
O legado de Nietzsche induz à reflexão e oferece uma forma mais inovadora de superar as dificuldades.”
“Nietzsche para Estressados: 99 Doses de Filosofia para Despertar a Mente e Combater as Preocupações é um manual inteligente e estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. A sabedoria de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado por Allan Percy para nos auxiliar nos momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para quem procura inspiração no pensamento filosófico mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje.
Cada capítulo é iniciado por um aforismo do mestre, seguido de uma interpretação atual. Muitas vezes, sua sabedoria é associada às ideias de outros autores renomados, enriquecendo ainda mais o assunto.
O legado de Nietzsche induz à reflexão e oferece uma forma mais inovadora de superar as dificuldades.”
Terminei de ler Nietzsche
para estressados. Solicitei o livro em parceria com a Editora
Sextante, porque havia visto no facebook a recomendação de uma pessoa conhecida
e decidi arriscar.
Observem a importância
das redes sociais na atualidade, assim como, das resenhas. Não fosse isso,
talvez eu não tivesse lido o livro.
Afinal, quem é ou quem
foi Nietzsche? Friedrich Wilhelm Nietzsche foi um filósofo alemão do século
XIX. Seus avós eram pastores e ele próprio pensou em ser pastor. Mas, na
adolescência, ele acaba se afastando desse pensamento. Dizem que foi um aluno
brilhante e com 24 anos foi nomeado professor de Filologia.
Ele acaba ficando bem
doente, o que o obriga a afastar-se do cargo de professor. Em 1882 ele conhece
a mulher que pedirá em casamento. Ela recusa.
Após esse período, ele
escreve freneticamente, e de um momento para outro, cessa!! Tem uma “crise de
loucura” que dura até a sua morte, o que o deixa sob a tutela de sua mãe.
O livro é recheado de
pensamentos de aforismo de Nietzsche, o que faz com que o leitor faça uma leve
e importante viagem à reflexão.
Allan Percy escreve: “Segundo
Platão – que Nietzsche achava chato -, amar é caminhar em busca da parte que
nos falta, da velha ‘metade da laranja’. Essa visão é questionada atualmente
por muitos terapeutas de casais, que dizem que todo ser humano é uma ‘laranja
completa’ e não deve esperar por ninguém para se sentir completo e realizado” p.52
Digamos que é a fase
mais leve dos pensamentos de Nietzsche. Para quem ainda não leu nada do
Filósofo e escritor, acredito que é um bom início.
Gente, eu não vejo esse
livro como autoajuda. É muito interessante as reflexões, e parece alguém com
experiência de vida, falando conosco.
Vou fechar com uma frase de Nietzsche que está no livro: "em qualquer homem autêntico existe uma criança querendo brincar."
Gostei e SUPER
recomendo. É um livro fino e de uma linguagem simples.
Gostaram? Vocês têm interesse
na leitura?
Beijinhos
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