sábado, 2 de junho de 2012

O QUE ANDAM FALANDO POR AÍ....

"Na medida em que avançava a leitura me surpreendia mais com as histórias do Amazonas, estado esse que eu conhecia tão pouco. Marli foi excepcional em seu estudo para a conclusão desse livro, não foi uma leitura qualquer de ficção, foi de ensinamento sobre a cultura do Amazonas."- escreveu a leitora Janna do blog: Livros Pura Diversão

"Cada página nos prende ao irmos conhecendo melhor os personagens e acompanhando suas mudanças. Com muita sensibilidade, originalidade e ousadia, Marli nos apresenta um lado inexplorado de uma terra rica e infelizmente subestimada. Com um desfecho inteligente e instigante, o término da leitura de Amazônia nos cativa no delicioso desejo por mais!" - escreveu a leitora Nanda do blog Da Nanda







quinta-feira, 24 de maio de 2012

Resenha: Crônica de uma morte anunciada.


GABRIEL García Márquez para alguns, Gabito para outros. O autor colombiano fabulosamente magnífico!

 Publicado em 1981, o livro tem uma narrativa jornalística.

Eis o primeiro parágrafo para degustação: "No dia em que iam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se às 5:30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo. Tinha sonhado que atravessava uma mata de figueiras-bravas, onde caía uma chuva miúda e branda, e por instantes foi feliz No sono, mas ao acordar sentiu-se todo borrado de caca de pássaros. ''Sonhava sempre com árvores'', disse-me a mãe, Plácida Linero, recordando 27 anos depois os pormenores daquela segunda-feira ingrata. ''Na semana anterior tinha sonhado que ia sozinho num avião de papel de estanho que voava sem tropeçar por entre as amendoeiras'', disse-me. Tinha uma reputação bastante bem ganha de intérprete certeira dos sonhos alheios, desde que lhos contassem em jejum, mas não descobrira qualquer augúrio aziago nesses dois sonhos do filho, nem nos restantes sonhos com árvores que ele lhe contara nas manhãs que precederam sua morte".
Crônica de uma morte anunciada narra a história do assassinato de Santiago Nasar e todas as minúcias desse dia que ficou registrado na memória das pessoas que viviam na pequena cidade. Ângela Vicário, menina nascida e criada ali na cidade, tem casamento marcado com Bayardo San Román, um forasteiro misterioso que acaba conquistando a simpatia de alguns e comprando a de outros. Mas, o que Bayardo não esperava é que Ângela não era tão “pura” como ele imaginava e na noite de núpcias a devolve para seus pais! Ela leva uma surra e ao ser questionada sobre quem a desonrou, diz o nome: Santiago Nasar- decretando assim a morte anunciada do pobre rapaz.
Os Gêmeos- irmãos de Ângela – anunciam, para quem quiser ouvir, que estão amolando as facas para matar Santiago Nasar, mas como eles sempre foram bons rapazes, quase  ninguém acredita, e os poucos que resolvem preocupar-se com tal comentário dos gêmeos, não são levados a sério.
A questão é: -  Por que Ângela Vicário falou o nome de Santiago Nasar? Ele realmente a desonrou?
Leia: Crônica de uma morte anunciada- uma história muito bem escrita, Gabriel sabe como usar as palavras!
Marli Carmen

domingo, 20 de maio de 2012

Manhã de autógrafo do escritor Maicon Tenfen.

Queridos amigos,  estive em Blumenau ( S.C.) para prestigiar o escritor Maicon Tenfen, (meu professor de Literatura Brasileira) na manhã de autógrafos do seu novo livro de crônicas: Ler é uma Droga.

Compareci ao evento acompanhada da minha amiga Cleide do blog: http://palavrasaventureiras.blogspot.com.br/

Maicon Tenfen e Marli Carmen


Sinopse: Às vezes, a leitura pode ser um poderoso obstáculo ao acúmulo de riquezas materiais. Quem lê fica mais politizado, é fato, fica mais consciente do seu papel na sociedade. Em compensação, começa a valorizar aspectos da vida que jamais passariam pela cabeça de um sujeito puramente preocupado em adquirir um carro do ano e um apartamento na praia. Ler é bom, mas também é ruim; é libertação, mas também é o canto escuro do calabouço; é a conquista da verdade, mas quase sempre de uma verdade dura que, em vez de consolo, traz mais inquietude para as nossas vidas. Ler é uma droga, pronto. Um prazeroso vício que nos rouba tempo e sossego, que pode nos jogar na sarjeta, no fundo do poço. Tá a fim?

Maicon Tenfen e Cleide Pisetta

Vou colocar aqui uma das crônicas que há no livro:

LER DÁ LUCRO?

Ler é uma atividade necessariamente ligada à ascensão social? Óbvio que não. Aliás, este é um dos grandes mitos semeados nas entrelinhas das campanhas institucionais que promovem o hábito da leitura. Calma lá!, dirão vocês. Muitas pessoas bem sucedidas em termos de finanças são apegadas aos livros e à reflexão. Certo, respondo eu. Mas muitas outras, a maioria, não são. Olhem ao redor. Ricos ignorantes e orgulhosos dos próprios preconceitos é que não faltam por aí.
Às vezes, tenho impressão de que a leitura pode ser um poderoso obstáculo ao acúmulo de riquezas materiais. Quem lê fica mais politizado, é fato, fica mais consciente do seu papel na sociedade. Em compensação, começa a valorizar aspectos da vida que jamais passariam pela cabeça de um sujeito puramente preocupado em adquirir um carro do ano e um apartamento na praia.
Como já escrevi em outras ocasiões, ler é bom, mas também é ruim; é libertação, mas também é o canto escuro do calabouço; é a conquista da verdade, mas quase sempre de uma verdade dura que, em vez de consolo, traz mais inquietude para as nossas vidas.
Ler é uma droga, pronto, falei de novo, um prazeroso vício que nos rouba tempo e sossego, que pode nos jogar na sarjeta, no fundo do poço. Tá a fim? Então venha, sou um traficante camarada, nada cobro e nada exijo das minhas vítimas. Mas aviso que essa viagem não tem volta. Prepare-se para entregar a alma. É o mínimo que os livros, se lidos corretamente, exigirão de você.
Bem, até aqui fui filosófico. Chegou a hora do pragmatismo. Existem CASOS ESPECÍFICOS em que conhecer livros significa, sim, ganhar dinheiro. Conto uma historinha para exemplificar. Faz uns dez anos, um vendedor de bugigangas do Rio de Janeiro comprou de uma velhinha, pela bagatela de 50 centavos, um livrinho todo antigo e rasurado.
O vendedor já havia se arrependido – quem ia querer comprar um livro, ainda mais velho daquele jeito? – quando revendeu a mercadoria a um professor de português. O preço foi 1 real. O dobro, certo? Certo, mas qual não foi a surpresa do negociante ao saber que, no dia seguinte, o professor comercializou o mesmo livrinho por 2 mil reais!?
Como explicar o fenômeno? Simples: o livro se chamava A Cinza das Horas, era um raríssimo exemplar da primeira edição do primeiro título de Manuel Bandeira, um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Repito que ler não dá lucro, mas conhecer os clássicos pode nos impedir de perder dinheiro, e muito.
Postado por Maicon Tenfen, republicando.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

RESENHA: Nietzsche- para estressados

Olá, queridos!
Hoje trago uma resenha, de um livro, em parceria com a Editora Sextante.



Nietzsche- para estressados



Autoria: Allan Percy
Páginas: 112
Editora: Sextante
ISBN: 9788575426432



Sinopse:
“Nietzsche para Estressados: 99 Doses de Filosofia para Despertar a Mente e Combater as Preocupações é um manual inteligente e estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. A sabedoria de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado por Allan Percy para nos auxiliar nos momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para quem procura inspiração no pensamento filosófico mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje.
Cada capítulo é iniciado por um aforismo do mestre, seguido de uma interpretação atual. Muitas vezes, sua sabedoria é associada às ideias de outros autores renomados, enriquecendo ainda mais o assunto.
O legado de Nietzsche induz à reflexão e oferece uma forma mais inovadora de superar as dificuldades.”



Terminei de ler Nietzsche para estressados. Solicitei o livro em parceria com a Editora Sextante, porque havia visto no facebook a recomendação de uma pessoa conhecida e decidi arriscar.
Observem a importância das redes sociais na atualidade, assim como, das resenhas. Não fosse isso, talvez eu não tivesse lido o livro.
Afinal, quem é ou quem foi Nietzsche? Friedrich Wilhelm Nietzsche foi um filósofo alemão do século XIX. Seus avós eram pastores e ele próprio pensou em ser pastor. Mas, na adolescência, ele acaba se afastando desse pensamento. Dizem que foi um aluno brilhante e com 24 anos foi nomeado professor de Filologia.
Ele acaba ficando bem doente, o que o obriga a afastar-se do cargo de professor. Em 1882 ele conhece a mulher que pedirá em casamento. Ela recusa.
Após esse período, ele escreve freneticamente, e de um momento para outro, cessa!! Tem uma “crise de loucura” que dura até a sua morte, o que o deixa sob a tutela de sua mãe.
O livro é recheado de pensamentos de aforismo de Nietzsche, o que faz com que o leitor faça uma leve e importante viagem à reflexão.
Allan Percy escreve: “Segundo Platão – que Nietzsche achava chato -, amar é caminhar em busca da parte que nos falta, da velha ‘metade da laranja’. Essa visão é questionada atualmente por muitos terapeutas de casais, que dizem que todo ser humano é uma ‘laranja completa’ e não deve esperar por ninguém para se sentir completo e realizado” p.52
Digamos que é a fase mais leve dos pensamentos de Nietzsche. Para quem ainda não leu nada do Filósofo e escritor, acredito que é um bom início.
Gente, eu não vejo esse livro como autoajuda. É muito interessante as reflexões, e parece alguém com experiência de vida, falando conosco.
Vou fechar com uma frase de Nietzsche que está no livro: "em qualquer homem autêntico existe uma criança querendo brincar."
Gostei e SUPER recomendo. É um livro fino e de uma linguagem simples.
Gostaram? Vocês têm interesse na leitura?


Beijinhos